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Investimentos de baixo risco: quais são os melhores?

Investimentos de Baixo Risco
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Escrito por Focalise

Nenhum investimento é totalmente livre de risco. Sempre há alguma situação adversa que, se não for bem observada, pode prejudicar os valores que serão recebidos futuramente. Porém, os investimentos de baixo risco são os que oferecem um nível maior de segurança entre todas as opções.

Apesar de a rentabilidade não ser tão grande quanto na renda variável, há, muitas vezes, previsibilidade de receita. De forma geral, os investimentos que possuem os menores riscos são os de renda fixa. Entre os mais conhecidos está a poupança, porém, seu rendimento é muito baixo e há outras opções mais vantajosas e tão seguras quanto ela.

Alocar recursos nessas opções, portanto, é uma forma de trazer estruturação para as suas finanças e garantir uma certa tranquilidade. Para saber quais são os melhores, continue lendo e entenda como cada um funciona!

Tesouro Direto

O Tesouro Direto baseia-se na emissão de títulos públicos com a finalidade de captar recursos para que o Governo cumpra com suas obrigações e dívidas. Com isso, o dinheiro investido pode ser usado para realizar obras de infraestrutura, por exemplo.

Mesmo diante de crises, o histórico mostra que o Governo tende a ser um bom pagador. Além disso, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobre valores investidos de até R$ 250 mil por CPF. Dessa maneira, praticamente não há riscos de calote. A rentabilidade, por sua vez, pode acontecer de várias formas. São elas:

  • Tesouro Prefixado (LTN e NTN-F): a taxa de rentabilidade é definida logo no contrato, de modo que o investidor fica sabendo exatamente o quanto receberá ao final do período. É a opção mais conservadora e segura, mas normalmente tem rentabilidade menor. Dependendo do interesse, ele pode fazer o pagamento de juros semestrais (NTN-F) ou não (LTN);
  • Tesouro Selic (LFT): ele possui a rentabilidade pós-fixada, de modo que ela acompanha a taxa básica de juros da economia (Selic) mais uma taxa controlada. É uma excelente opção para os momentos da economia em que o crédito disponível cai e esse indicador sobe;
  • Tesouro IPCA+ (NTN-B): voltado para o longo prazo, tem rentabilidade atrelada à inflação mais uma taxa controlada. Como esse indicador é um dos problemas da economia brasileira, essa indexação garante a manutenção do poder de compra ao final do período. Também possui uma modalidade que oferece pagamentos semestrais.

Com isso, é uma opção muito vantajosa para pessoas com diferentes necessidades de liquidez e resultados. O pagamento de Imposto de Renda segue a tabela regressiva e um tempo maior de aplicação leva a uma redução do valor que precisa ser destinado ao leão da Receita Federal.

CDB

Os certificados de depósito bancário (CDB) correspondem a títulos emitidos por bancos de diversos tamanhos. Os recursos captados são utilizados para a realização de empréstimos e outras operações para clientes, havendo uma rentabilidade em retorno. 

Eles são investimentos de baixo risco porque rendem de acordo com o CDI, um indicador econômico de flutuação diária. Com isso, o provável é que o investidor receba uma quantia mais elevada ao final do tempo de aplicação.

O rendimento varia de acordo com o banco escolhido. Os de grande porte são mais seguros e normalmente rendem menos do que 100% do CDI. Já os de pequeno e médio porte são mais arriscados e por isso pagam mais. Porém, o investimento é garantido até R$ 250 mil pelo FGC, de modo que é possível investir até este limite de valor com muita tranquilidade.

Além disso, existem opções de CDB com liquidez diária, neles o montante pode ser retirado a qualquer momento. O ideal, contudo, é deixá-lo por mais tempo, já que o pagamento de IR segue a tabela regressiva.

LCI e LCA

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos com lastro nesses dois mercados. A partir da captação de recursos, os setores conseguem mais investimento e desenvolvimento. O rendimento, como no CDB, acontece em relação ao CDI.

LCIs e LCAs normalmente rendem abaixo de 100% do CDI, mas possuem um aspecto muito vantajoso: são isentas do Imposto de Renda. então esse rendimento já é líquido.

Esses são, portanto, investimentos de baixo risco e que podem gerar uma rentabilidade excelente — quase como se fossem uma poupança turbinada. Além de tudo, também são garantidos até R$ 250 mil pelo FGC.

Fundos de renda fixa

A renda fixa é uma das melhores opções para garantir bons níveis de segurança para os seus investimentos. Ao mesmo tempo, diversificar as suas aplicações é uma forma de diluir ainda mais os riscos e ampliar as chances de rentabilidade. Nesse cenário, os fundos de renda fixa são ótimas escolhas. Eles distribuem o dinheiro aplicado entre várias opções dessa área, garantindo uma atuação diversificada e adequada para atingir os objetivos.

Um dos mais famosos desse tipo é o fundo DI. Ele aplica a maior parte dos recursos no Tesouro Direto e pode ser pré ou pós-fixado. Em geral, rende de acordo com a Selic ou com o CDI. Embora não possua o apoio do FGC, a diversificação impede que muito do seu dinheiro fique em somente um título, o que tende a melhorar os resultados quanto à segurança.

Debêntures

As debêntures são opções de títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos de uma forma mais barata do que por meio de empréstimos e financiamentos. Nesse caso, o empreendimento paga uma rentabilidade menor do que seriam os juros, mas que ainda é atraente o bastante.

Em uma avaliação geral, não é uma opção tão pouco arriscada, pois pode acontecer de a empresa não conseguir honrar seus compromissos e nenhum histórico garante rentabilidade futura. Contudo, é possível tornar essa uma opção segura. É viável, por exemplo, optar por empresas maiores e mais bem estruturadas, já que há maiores chances de haver o pagamento. Para auxiliar nisso conte também com os relatórios de rating, que dão notas, divulgando os riscos das empresas.

Também é viável escolher debêntures com prioridade de pagamento em relação às demais, de forma que, em caso de problemas, não haja perda de dinheiro. Algumas, inclusive, podem ser transformadas em ações. A rentabilidade varia de acordo com cada empresa, mas é comum que elas rendam junto com a inflação. Além disso, um tempo maior de aplicação diminui os custos com o pagamento de IR.

Cabe lembrar que existem algumas debêntures de setor de infra-estrutura que são incentivadas pelo governo, e que assim, são isentas de IR para pessoa física.

Esses investimentos de baixo risco são ideais para dar o primeiro passo ou até para diversificar sua carteira. Mais seguros, ajudam a proteger seu dinheiro e a gerar ótimos resultados.

Gostou deste artigo? Conseguiu entender como funcionam os investimentos de baixo risco? Caso tenha restado alguma dúvida ou queira acrescentar algo ao assunto, deixe um comentário no campo abaixo.

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