Conheça os melhores investimentos para inflação baixa
Gestão de riscos

Conheça os melhores investimentos para inflação baixa

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Focalise
Escrito por Focalise

Os investimentos podem te ajudar a obter uma renda extra. Porém, não é aconselhável ir investindo sem planejar antes. É necessário um estudo das melhores opções para o seu caso e nunca deixar de considerar o cenário econômico atual.

Os juros e a inflação caminham sempre juntos. Quando a inflação está alta demais, existe uma pressão para aumentar os juros e reduzir o crescimento da primeira. Com a inflação baixa, a tendência é a queda na Taxa Selic, taxa básica de juros.

Abaixo, mostraremos quais são os melhores investimentos para inflação baixa e queda da Selic!

Os títulos de renda fixa/Tesouro Selic

Para os investidores que já estão com títulos do Tesouro Selic ou com fundos de investimentos em renda fixa atrelados à Taxa Selic, o melhor é que mantenham as suas aplicações — mas somente se eles visarem o curto prazo.

Aplicações deste tipo é só para os que precisarão utilizar os recursos em prazo curto e desejam risco bem baixo.

Se o investidor visa o médio e o longo prazo e está com recursos alocados nesse tipo de aplicação, o mais recomendável é que resgate e procure outros investimentos mais promissores. Entre esses outros investimentos estão os fundos multimercado, que vêm oferecendo desempenho acima do CDI (índice balizador de rentabilidade).

Mas, para selecionar o melhor fundo multimercado, é importante contar com a ajuda de um especialista para fornecer orientações mais confiáveis. Outra dica é consultar a lâmina mensal dos fundos e observar pontos como taxas e histórico de gestão.

Os fundos multimercado

Esses fundos são classificados como investimentos para inflação baixa porque podem oferecer rendimentos variados dependendo do tipo de fundo. Por exemplo, existem fundos mais conservadores que podem oferecer retorno de até 110% do CDI. Os fundos mais arriscados podem oferecer até 200% do CDI.

Tanto investidores mais experientes como investidores com poucos conhecimentos podem investir em fundos multimercado. Eles envolvem diferentes ativos, como ações, moedas, juros.

O Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA (ou NTN-B) também é um tipo de investimento em renda fixa, atrelado à inflação (IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Para quem já está investindo no Tesouro IPCA, a recomendação é: mantenha seu investimento. Ainda que as expectativas de inflação sejam baixas, há a possibilidade de o investidor conseguir uma boa valorização nos títulos e aí uma venda antecipada deles pode ser interessante. Neste caso, quanto maior o prazo do título, maiores podem ser os rendimentos.

De qualquer modo, para o investidor pessoa física não se recomenda aplicar no Tesouro IPCA. Existem duas opções básicas se ele já estiver com seu dinheiro aplicado nesses títulos:

  1. vendê-los, aproveitar a valorização pela qual eles passaram nos últimos meses e procurar outros investimentos;

  2. manter o investimento em longo prazo, visando uma aposentadoria mais garantida.

Os CDBs

Os CDBs podem ser investimentos para inflação baixa considerando os seguintes aspectos:

  • os CDBs de bancos médios e pequenos oferecem um retorno mais atraente (aproximadamente entre 105% e 120% do CDI);

  • esses títulos são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o valor de R$ 250 mil por CPF;

  • são indicados para investidores conservadores, podendo apresentar liquidez diária e resgate em prazo bem curto (por exemplo, até 4 dias).

Recomenda-se deixar os CDBs dos grandes bancos porque a tendência é que, após descontar o IR, eles comecem a render até menos que a caderneta de poupança. Nos grandes bancos, a média de rendimentos dos CDBs é de 80% a 90% do CDI.

As LCIs e as LCAs

As LCIs são as Letras de Crédito Imobiliário e as LCAs são as Letras de Crédito do Agronegócio.

Esses dois investimentos para inflação baixa também são renda fixa, mas exigem um aporte inicial mais alto. Uma grande vantagem é que são isentos de imposto de renda, ao contrário de investimentos como NTN-Bs e CDBs. Também dispõem de garantia do FGC.

Alguns especialistas não recomendam esses investimentos devido ao fato de não oferecerem alta liquidez, pois o prazo mínimo para sacar é de 90 dias.

Contudo, podem oferecer bom retorno. Uma LCI que paga 85% do CDI tem rentabilidade que é igual à do Tesouro Selic aplicado pelo período de 2 anos.

O mercado de ações

Muitos ativos do mercado de ações vêm exibindo um bom desempenho, pois a inflação baixa permite a queda da taxa de juros, e assim as aplicações mais seguras rendem menos. Com isso a busca pelo mercado de ações intensifica-se.

Os ramos de varejo, consumo e administradoras de shoppings centers tendem a ser beneficiados com a recuperação da economia. 

Ações de empresas que estão na expectativa de retomar seus bons resultados também podem estar sendo negociadas por preços atrativos.

Empresas que distribuem bons dividendos também podem trazer bons resultados para o médio e o longo prazo.

Para os investidores que não têm muito conhecimento em ações, uma solução é aplicar em fundos de ações.

Os fundos DI

Outra recomendação de quem entende é, mesmo considerando a inflação baixa, que o investidor deve manter uma reserva de emergência em fundos DI.

Esses são fundos de renda fixa referenciados DI, os quais aplicam até 95% de seus recursos em títulos públicos do governo federal (Tesouro Direto), atrelados à Selic ou ao CDI ou em títulos privados de baixo risco.

Esse dinheiro deve ser usado para cobrir despesas imprevistas e também para realizar o pagamento de gastos programados para os meses seguintes.

O cuidado que se deve tomar com os fundos DI é a taxa de administração. O banco não deve cobrar mais que 1% ao ano. Já que os juros tendem a cair, essa taxa também deve diminuir, caso contrário vai comprometer a rentabilidade do investimento.

Fundos DI com taxa administrativa igual ou superior a 2,0% a.a. já oferecem rendimentos menores que os da caderneta de poupança.

Outros investimentos para inflação baixa

Os diferentes fundos de investimento podem ser uma opção boa. Existem diferentes fundos de investimentos, classificados de acordo com o risco que envolvem. Geralmente, os fundos que rendem mais envolvem maiores riscos — se você é conservador, não deve aplicar neles.

O melhor é conversar com um consultor antes de escolher o melhor fundo de investimento.

Com a queda nos juros e na inflação, a poupança pode até render mais do que alguns fundos DI, principalmente dos grandes bancos.

O dólar não é uma boa opção para investidores conservadores, mas o investidor pode aplicar em fundos cambiais ou fundos nacionais que investem em moeda estrangeira.

Qual desses investimentos para inflação baixa você considera o melhor? Aproveite e curta a página da Focalise no Facebook e conheça mais sobre ela!

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A Focalise surgiu da necessidade dos investidores em ter um ambiente para o debate, educação e apoio às decisões no mercado de capitais.

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