Quais são as principais aplicações que rendem mais que a poupança?
Gestão de riscos

Quais são as principais aplicações que rendem mais que a poupança?

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Escrito por Focalise

Escolher quais aplicações rendem mais que a poupança não é uma decisão tão simples como parece. É preciso levar em consideração o perfil do investidor, o valor aplicado e o tempo em que o dinheiro vai ficar investido até que apresente uma boa rentabilidade.

Seja o investidor um veterano ou principiante, analisar as opções de produtos financeiros e quais são as mais vantajosas é o primeiro passo para aplicar o dinheiro com o mínimo de risco possível.

Em muitos casos, a poupança, por exemplo, pode ter uma rentabilidade inferior à taxa de inflação — o IPCA. Em outras palavras, dependendo de como está a economia e o IPCA, é bem possível que você esteja “perdendo dinheiro” ao investir nela. 

Neste post, veja quais aplicações rendem mais que a poupança e oferecem uma maior rentabilidade. Acompanhe!

Tesouro Direto

Tesouro Direto é um programa do Governo Federal que disponibiliza a venda de títulos públicos para pessoas físicas pela internet. De maneira simples, você empresta o seu dinheiro para o Governo e, depois de certo tempo, recebe de volta o valor aplicado somado aos juros.

Para investir, é preciso que o interessado faça seu cadastro em uma instituição financeira que irá intermediar todo o processo com o Tesouro Nacional — por exemplo, uma corretora ou o próprio banco em que você tenha conta corrente.

No entanto, é preciso ter muito cuidado na hora de escolher quais aplicações rendem mais. Isso porque muitos investidores acabam optando por produtos financeiros somente pela taxa de rentabilidade — o que é um erro muito comum entre os iniciantes. 

Por isso, a decisão deve ser pautada em alguns critérios como:

  • perfil de investidor;
  • prazo de aplicação;
  • quantia a ser investida;
  • liquidez (facilidade para o resgate);
  • custos dos investimentos (rentabilidade líquida).

Esses fatores devem ser alinhados de acordo com o perfil do investidor e seus objetivos. O investimento no Tesouro Direto representa um dos mais seguros, pois um calote na dívida pública é quase impossível.

A aplicação mínima fica em torno de R$ 30. No entanto, é preciso ficar atento porque não são todos os títulos que podem ser obtidos por esse valor. O Tesouro Direto possui três tipos de títulos:

  • Prefixado: esse tipo de título já possui a rentabilidade estabelecida no momento em que o investidor adquire o ativo. Ou seja, o investidor acompanha o crescimento da rentabilidade e sabe exatamente o quanto vai receber no momento do resgate;
  • Pós-fixado: esse título é conhecido também como Tesouro Selic e o seu valor é corrigido pela movimentação da Taxa Selic. Assim, quanto maior for o valor da Selic, maior será o valor recuperado em ganhos. Além disso, o investidor não precisa aguardar a data de vencimento para retirar o dinheiro, pois a rentabilidade é calculada proporcionalmente ao tempo do investimento;
  • Híbrido: a rentabilidade é determinada pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo — IPCA. Assim, esse tipo de aplicação é a melhor opção para o investidor que deseja utilizar o rendimento da aplicação, já que paga juros semestrais. Porém, se o objetivo for resgatar todo o valor depois do vencimento, o ideal é o Tesouro IPCA, que paga juros acumulados.

É preciso avaliar cada uma das opções, já que os títulos têm uma data de vencimento para resgate, quando o valor é pego de volta somado aos juros acumulados.

Vale destacar que é possível vender o título de volta para o Tesouro Direto antes da data de vencimento. Mas atenção: os títulos têm preços e taxas definidos pelo mercado diretamente. Isso significa que é preciso uma boa análise para não perder dinheiro.

Outra importante consideração que deve ser feita é que o Tesouro Direto tem desconto de Imposto de Renda, ou seja, o percentual descontado varia conforme o tempo em que o dinheiro permanece aplicado. Para resgastes em menos de 180 dias, o percentual fica entre 22,5%; para resgates com mais de 720 dias, o percentual fica entre 15%.

Certificado de Depósito Bancário — CDB

O Certificado de Depósito Bancário, também conhecido pela sigla CDB, é um produto oferecido por uma instituição bancária em que o aplicador empresta seu dinheiro para o banco oferecer como crédito para outros clientes.

Assim como o Tesouro Direto, o CDB também conta com a cobrança de Imposto de Renda sobre o rendimento do investimento no momento do resgate, ou seja, com as mesmas alíquotas regressivas, definidas de acordo com o prazo de vencimento do título.

Aplicar no CDB tem sido uma das grandes oportunidades para quem procura rendimentos superiores a poupança. Isso porque o valor investido é acrescido diariamente, ao contrário do que acontece com a poupança — que tem variações de acordo com a inflação e apenas no final do mês.

O tipo mais comum de CDB é o pós-fixado, em que a remuneração é definida conforme o percentual do CDI. Esse é um ótimo produto de investimento para quem quer começar no mercado financeiro ou diversificar a carteira em curto, médio ou longo prazo. 

Letras de Crédito do Agronegócio e Imobiliária — LCI e LCA

As Letras de Crédito do Agronegócio e Imobiliária são investimentos em setores do Agronegócio e Imobiliário brasileiro. Ou seja, são formas de “garimpar” recursos entre os investidores para incentivar tais atividades. Uma importante informação é que essas aplicações são isentas do Imposto de Renda.

 

De maneira simplificada, você empresta dinheiro para uma instituição bancária e ela empresta para esses dois setores da economia. Ambas as opções, LCI e LCA, são muito parecidas com os CDBs e contam com opções pós-fixadas, prefixadas e atreladas à inflação. 

A principal diferença entre elas é que não há incidência de Imposto de Renda. Algumas LCIs têm taxas menores e podem ter rendimentos líquidos maiores que CDBs. No entanto, os bancos costumam exigir valores iniciais de aplicações mais elevadas nas LCIs e LCAs.

Fundo de Renda Fixa

Durante o processo de decisão de quais aplicações rendem mais que a poupança, é comum o investidor analisar apenas a parte dos rendimentos e não se preocupar com o seu perfil e os seus objetivos sobre o valor aplicado.

Os fundos de investimentos em renda fixa são opções mais completas. Isso significa que, ao adquirir cotas ou fazer um aporte, você não contrata apenas esses ativos, mas também passa a contar com a instituição bancária para realizar toda a gestão desses produtos. Ou seja, é o banco que administra o fundo de investimento escolhido.

É importante destacar que o que torna uma aplicação financeira uma boa opção de rentabilidade é a forma como ela é gerida. Ou seja, é através de uma administração especializada que o investidor poderá ter um bom retorno e fazer com que seu dinheiro renda cada vez mais.

Nesse caso, os fundos de renda fixa são ótimas opções que garantem uma boa liquidez dependendo do fundo escolhido.

Antes de escolher quais aplicações rendem mais e investir seu dinheiro, é necessário analisar o perfil de investidor e traçar os objetivos para curto, médio e longo prazo. Isso garante um menor risco e uma maior rentabilidade. Para isso, conte com uma corretora para acompanhar suas decisões e não cair em armadilhas nada lucrativas.

Agora que você já conhece quais aplicações rendem mais, complemente sua leitura com nosso artigo sobre investimento em tesouro direto!

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A Focalise surgiu da necessidade dos investidores em ter um ambiente para o debate, educação e apoio às decisões no mercado de capitais.

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