Gestão de riscos em investimentos: tudo que você precisa saber
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Gestão de riscos em investimentos: tudo que você precisa saber

Gestão de riscos em investimentos
Focalise
Escrito por Focalise

Todos os dias, estamos sujeitos a riscos em nossas vidas. Em qualquer atividade que desenvolvamos, eles estão lá! Embora não possamos afastá-los por completo, sempre fazemos de tudo para minimizá-los e evitar que eles se transformem em danos graves.

No mundo dos investimentos o raciocínio é o mesmo, a diferença é que algumas aplicações podem oferecer chances maiores de bons retornos em troca de uma exposição maior aos riscos. Para analisar esse tipo de situação, existe a chamada “gestão de riscos”.

Se você não sabe o que esse termo significa, não se preocupe. Neste post vamos explicá-lo com detalhes e destacar sua importância. Acompanhe!

O que é gestão de riscos?

O primeiro ponto para entender o que é gerenciamento de riscos é ter em mente que todo investimento, por mais simples que seja, tem riscos. Os riscos, por sua vez, devem ser entendidos como a parte do investimento que não pode ser prevista.

Os CDBs, por exemplo, são um dos investimentos financeiros mais seguros do mercado, enquanto o risco de investir em bitcoin é extremamente alto. 

No entanto,  mesmo na primeira opção, não é possível ter total garantia sobre a segurança. Ainda sendo um investimento coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), pode acontecer de o valor investido ser maior que o limite garantido pelo fundo. 

Nesse caso, se o banco onde o dinheiro está colocado quebrar, o investidor só será ressarcido até o teto estipulado, perdendo o restante. Ou seja, haveria prejuízo com uma aplicação que, em tese, é de baixíssimo risco.

No entanto, existem estratégias que ajudam a analisar quais perigos o investidor está correndo ao escolher determinadas opções. Elas começam por tentar entender essa realidade onde qualquer modalidade de aplicação está sujeita às turbulências e depois tenta encontrar meios de minimizar as chances de que algo dê errado. Isso, em suma, é o papel da gestão de riscos.

Qual a importância do gerenciamento de riscos em investimentos?

Não é possível mitigar todos os riscos de um investimento. Na maioria dos casos, será preciso assumi-los ou ainda evitá-los, fazendo outra escolha de aplicação.

Em situações como essa, o gerenciamento de riscos se mostra importante, pois permite avaliar fatores muito difíceis de serem previstos e fornecer alternativas para lidar com eles. Assim, as decisões podem ser tomadas de maneira mais segura e consciente.

Como fazer a gestão de riscos em investimentos?

Existem inúmeras metodologias e fórmulas matemáticas para fazer o gerenciamento de riscos em investimentos. A maioria delas passa pela identificação de potenciais ameaças e pela análise de dados históricos.

A mais comum delas é a value-at-Risk (VaR), que busca estimar qual a perda máxima possível de um investimento em um período de tempo.

Outro meio bastante utilizado é o de análise de cenários extremos — também conhecido como Stress Test. Com ele, são feitos cálculos de perdas causadas diante de crises.

Embora os dois métodos geralmente sejam complementares, nenhum deles é infalível. Os cenários que surgem podem extrapolar qualquer previsão, o que impede o controle de muitas variáveis.

Qual a relação entre risco e retorno em investimentos?

Entender a relação entre risco e retorno é simples: em geral, quanto maior o risco de um investimento, maior a possibilidade de bons retornos. 

Para entender isso, é só pensar no investimento em ações. Quem coloca seu dinheiro nos papéis de qualquer empresa, corre o risco de ver a perda de valor por um motivo inesperado. Com isso, o preço das ações desvaloriza e o investidor tem prejuízo. Por outro lado, pode haver valorização e grandes ganhos em um curto período de tempo.

Já quem opta por formas menos arriscadas de aplicações, como certos fundos de investimentos, corre menos riscos. Contudo, ao mesmo tempo, as chances de ganhos maiores são pequenas. Ou seja, é preciso combinar as possibilidades de retorno com os riscos para encontrar a forma de investir adequada para cada pessoa e situação.

Quais os principais riscos ao investir?

Os riscos são divididos em categorias. Explicamos as principais abaixo:

Risco de mercado

O risco de mercado está ligado às mudanças de preços e variações de indicadores econômicos que atingem todo o mercado — como o preço do dólar ou a taxa de juros. Por isso, também é conhecido como risco sistêmico.

Ele é o mais percebido pelos investidores, e todas as formas de investimento são afetadas de alguma maneira por ele.

Risco do ativo

O risco do ativo está relacionado apenas às especificidades de cada investimento. Por exemplo: ao investir em ações de uma mineradora, a variação dos preços dos minérios passa a ser um risco que deve ser avaliado constantemente.

Risco de crédito

O risco de crédito diz respeito à possibilidade de uma empresa ou instituição financeira quebrar ou dar calote. Assim, quem tem dinheiro investido nela está arriscado a perder parte ou o total dos valores.

Risco de liquidez

O risco de liquidez estima a facilidade em resgatar um investimento. Quanto mais fácil for fazer isso, mais alta a liquidez da aplicação.

O dinheiro de uma caderneta de poupança é muito simples de ser sacado, enquanto um imóvel precisa de um comprador interessado.

Como fazer o manejo de riscos de acordo com o perfil do investidor?

Como existem perfis de investidores diferentes, cada um deles lida com os riscos de maneira diversa. Confira:

Perfil conservador

Prefere investimentos de baixo risco, mesmo sabendo que a rentabilidade é menor. Prioriza a liquidez e costuma fazer o saque dos recursos em pouco tempo. A caderneta de poupança e os títulos públicos são as aplicações mais comuns.

Perfil moderado

Como o próprio nome diz, esse perfil escolhe investimentos de risco moderado e deixa o dinheiro investido por mais tempo. Geralmente, opta por ações de empresas tradicionais e confiáveis e títulos de bancos privados estabelecidos no mercado.

Perfil arrojado

Esse perfil não hesita em dar preferência a investimentos de alto risco, mirando a oportunidade de bons ganhos. É comum que esse perfil de investidor espalhe seus recursos em diversas aplicações, na expectativa de que os ganhos de algumas delas cubram os custos dos demais investimentos. Isso confirma que ele não faz questão de sacar o dinheiro em prazos muito pequenos.

Qual a importância de contar com um profissional para auxiliar na gestão de riscos?

Diante de tantas variáveis que podem colocar um investimento em risco, atuar no mercado sem o auxílio de profissionais pode trazer problemas, principalmente para  iniciantes ou para quem não tem tempo disponível para monitorar tudo o que é importante.

Nesse sentido, um bom profissional ajuda o investidor a tomar melhores decisões e a proteger seu dinheiro de riscos desnecessários. Geralmente, isso é feito por meio da construção de uma carteira de investimentos diversa, apoiada em um conhecimento aprofundado do mercado e de acordo com o perfil do cliente.

Essa distribuição de recursos reduz a chance de grandes perdas, já que nenhum investimento concentrará um valor muito alto. A lógica aqui segue o velho ditado popular, que diz para não colocar “todos os ovos em uma única cesta”.

Falar tanto de gestão de riscos pode desencorajar quem não tem muita experiência no mundo dos investimentos. Contudo, esse problema é contornável, principalmente para quem busca se informar e conta com a ajuda de profissionais capacitados.

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A Focalise surgiu da necessidade dos investidores em ter um ambiente para o debate, educação e apoio às decisões no mercado de capitais.

Buscamos informar, orientar, educar e oferecer serviços que facilitem o entendimento e a identificação das oportunidades de investimentos.

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